Sensações Concretas

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Cine Teatro Carlos Gomes em ruínas. Santo André, São Paulo. Foto: Agnaldo Gonçalves, durante vistoria, em Abril de 2018. 


O mundo manifesto da forma mais nefasta como menos se espera.
O ar que inspiro, expiro para nunca mais respirar.
Resisto.
Insisto nas forças contrárias que não me definem.
As duras manobras do meu ser estrangulado – sem equilíbrio.
O concreto me atinge, a dor me domina, a realidade se apresenta.
O que é importante – pergunto.
A sensação de descanso em meio aos entorpecentes.
O sono, o sonho, o vazio que encontro.
As vozes, os gritos, os risos insanos.
A verdade – o que é a verdade?
A maneira de aprender algo.
Precisa ser assim?
Descanso forçado pela perda da forças do corpo.
As pernas, os pés – nada me obedece.
A mente em seus caminhos, à espreita, sorrateira
Descobre outros caminhos, outro jeito de ser.
Um jeito que faz refletir profundamente.
Pensamentos em ebulição, queimando neurônios sem razão.

[A única razão reside no silêncio].

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Sentido Circular


Ah, dimensões tempo/espaço
Emaranhado de caminhos trilhados
Memória difusa na ordem de um tempo inventado
Quando não há início, meio e nem fim.

Existe, sim, um movimento circular contínuo
Entrelaçamentos e tessituras feitos, desfeitos, refeitos
Sempre de novas maneiras
Em suas infinitas formas, cores, cheiros, sabores e sons.

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Improvisos Moventes


Sintonia num silêncio inventado.

No caos: acolhimento;

Na pausa: profundidade;

No olhar: o som da alma. 

Na ressonância, uma gota d’água se move…

… derretendo o ouro do núcleo dos sentimentos solúveis.

Escuta sensível, harmonia inaudita.

A ordem?

Ora, a ordem, de repente, decifrada.


Dedicado para Chris H. Lynn

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Sensory Communication – part II


My project of writing as an existential project is a failure;
I dip in the unrest, in a nonsense of everything and everyone;
pretensions clash in words.

I walk in silence.

My body moves diluted in time;
a subtle touch of my fingertips in a finite space;
evidences of lives which resist and coexist with the absurdity of the world.

I smile with my eyes.


O meu projeto de escrever enquanto projeto existencial é um fracasso;
mergulho no desassossego, na ausência de sentido de tudo e de todos;
pretensões se esbarram em palavras.

Caminho em silêncio.

O corpo se move diluído no tempo;
um toque sutil da ponta dos dedos no espaço finito;
registros de vidas que resistem e coexistem com o absurdo do mundo.

Sorrio com os olhos.

 

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Por uma Poesia da Luz

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Image: Chris H. Lynn –  www.framingsounds.com


Olhos da alma bem abertos:

Vejo o meu sol interno que anuncia a água do corpo, o brilho das águas dos mares, a energia da Terra.

Vejo um mar meditativo sob ondas mentais diversas no calor do dia; são os inexoráveis ciclos da vida.

Enraizada estou.

Corro à deriva através das cores pulsantes da aurora do dia, sinto na face o vento que me leva de um lado para o outro, toco o solo suave, constante.

Vejo as minhas pegadas coloridas desaparecerem para surgirem outras rotas, novas trilhas, muitas e muitas paisagens e mais.

Nada se repete.

Me incorporo ao ambiente ao redor e a identidade se esvai na fusão de todas as formas de vidas ainda muito vivas, dos ancestrais, de cada um de nós, dos elementos que compõem o Todo Manifesto.

O mar adiante não mente: a luz brilha e nos incita à contemplação do efêmero.

[E o Cosmos se move dentro de nós].

 

 

 

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Fragments of Existence


Very very slowly, living in different mental states… going on beyond expectations… allowing yourself to be surprised in a continuous and endless path…

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Changes going on

the rebel.jpg


“The powerful and authoritative figure in this card is clearly the master of his own destiny. On his shoulder is an emblem of the sun, and the torch he holds in his right hand symbolizes the light of his own hard-won truth. Whether he is wealthy or poor, the Rebel is really an emperor because he has broken the chains of society’s repressive conditioning and opinions. He has formed himself by embracing all the colors of the rainbow, emerging from the dark and formless roots of his unconscious past and growing wings to fly into the sky. His very way of being is rebellious–not because he is fighting against anybody or anything, but because he has discovered his own true nature and is determined to live in accordance with it. The eagle is his spirit animal, a messenger between earth and sky. The Rebel challenges us to be courageous enough to take responsibility for who we are and to live our truth.
The Rebellious man is the greater stranger in the world; he does not seem to belong to anybody; no organizations confines him; no society; no nation.”


From Tarô Zen Osho this day.

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